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não somos sérios |
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Prezada Pilar, [1] |
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Estive
hoje pela manhã na reunião realizada com os/as diretores/as das escolas que
ainda estão realizando reuniões pedagógicas com dispensa de alunos, mas
infelizmente não pude ficar para o debate, por isso envio por e-mail algumas
questões que gostaria de ter colocado: |
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1)
incomodou-me o fato de ter ouvido de você que "as escolas mais sérias
buscaram e encontraram alternativas interessantes de organização de seus
coletivos sem dispensa de alunos". Isto significa que nosso trabalho não
é sério? Mesmo que tenhamos discutido com a comunidade e tentado, sem
sucesso, construir alternativas de organização que nos permita manter uma
proposta pedagógica na qual acreditamos? Quanto às alternativas interessantes
construídas por outras escolas, as ditas sérias, infelizmente não temos
notícias. O que temos ouvido das direções das escolas que suspenderam suas
reuniões, é que as coisas estão muito difíceis: as pessoas insatisfeitas, as
questões sendo resolvidas de forma atropelada, enfim...; |
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2) Um dos
espaços que acreditamos ser possível discutir esta questão foi a Conferência
Municipal de Educação. Participamos, levamos propostas e colocamos uma
alternativa que foi aprovada que é a de considerar 2005 como um período de
transição e construir para os próximos anos possibilidades de ampliação do
tempo de permanência dos alunos na escola e de manutenção dos encontros
coletivos dos professores. Por que esta proposta é inviável? Por que não
levá-la para o Conselho discutir e avaliar formas de implementar? Foi neste
sentido que lutamos por uma conferência deliberativa. Não para invadir as
competências do CMBH e do Poder executivo, mas para apontar diretrizes para
ambos. Isto é ser democrático, sem ser irresponsável; |
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3) Quanto
à proposta de remunerar os dias de reunião pedagógica: as escolas que
mantiveram suas reuniões no primeiro semestre e decidirem repor o tempo dos
alunos receberão esta remuneração, uma vez que já cumpriram o tempo de
encontro coletivo? |
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4) Está
muito difícil imaginar em que tempo faremos a reposição destes dias de reunião
pedagógica de forma séria. A nossa escola, por exemplo (EMCDA), participou
apenas de um período da greve e terá aula até o dia 15 de julho, com mais 02
sábados no segundo semestre. A SMED tem alguma proposta de reposição destes
dias? Será que ao serem cobradas desta forma as escolas não estão sendo
empurradas para o habitual "jeitinho"? |
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5) A SMED
já tem uma posição em relação ao Parecer do Conselho Nacional de Educação, no
que diz respeito aos agentes culturais? Dependendo da forma de organização
deste trabalho, os alunos continuam sendo tão prejudicados quanto com a
dispensa. Será que é este mesmo o caminho para resolvermos esta questão? |
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[1] From: TerezaRoc@aol.com; Message-ID: 146.483d347e.30047167@aol.com;
Date: Mon, 11 Jul 2005 21:05:43 EDT.